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Coral Infantil na Educação Musical da
Criança
Acredito que é possível o educador musical
realizar o trabalho de Coral com seus alunos.
A formação do professor de música
lhe proporciona disciplinas como técnica vocal
e regência; se ele tem um real interesse
em trabalhar nesta área, diversos cursos de atualização
são freqüentemente oferecidos e o educador
musical pode adquirir preparo adequado para formar o
coro infantil de sua escola. Primeiramente ele tem que
estar consciente da importância deste trabalho.
O canto é uma manifestação essencial
ao ser humano como o grito, o sussurro, a risada e a
fala.
O cantar em conjunto tem um grande objetivo social,
de integração, além do aspecto
artístico que lhe é inerente.
O
que cantar? Um repertório de bom gosto
apropriado aos interesses da criança, e de fácil
compreensão.
Se não se encontra bastante material para corais
iniciantes, o professor pode, ele mesmo, realizar arranjos
de acordo com o nível do seu coral, ou encomendar
arranjos, trocar partituras com colegas da mesma área.
Existem as nossas músicas folclóricas
sempre muito interessantes, músicas sacras, cânones
com melodias de outros países, etc.
Sempre é bom preparar um repertório variado
para que o coral esteja pronto para se apresentar em
qualquer ocasião.
Coro
à Capella ou com acompanhamento?
A meu ver, não é obrigatório que
o coral infantil se apresente à capella; as vozes
infantis ( vozes brancas) soam muito bem com o acompanhamento
harmônico do piano ou mesmo violão. O instrumento
pode sustentar o baixo e embeleza a melodia com o apoio
harmônico.
Temos
assistido a apresentações de corais internacionais
de fama reconhecida que utiliza as duas modalidades
( com ou sem acompanhamento).
Seleção
de coro
A meu ver, toda escola e em particular as escolas de
música deveriam ter o seu coral.
O canto é de grande importância na formação
geral da criança pois, participar de um coral,
não só desenvolve aspectos musicais como
a audição e a voz, o sentido rítmico,
melódico e harmônico, a sensibilidade musical,
mas também a memória, a inteligência,
a imaginação, o sentido de responsabilidade,
a postura, a socialização, o respeito,
a disciplina, facilitando também a desinibição;
este trabalho deve ser sempre prazeroso e muitas vezes
é profilático e terapêutico.
A alegria do cantar em conjunto já traduz o benefício
desta atividade.
Desde o mais cedo possível as crianças,
em casa devem ser estimuladas a cantar; na escola, é
dever do professor cantar com seus alunos, despertando
a sensibilidade musical tão essencial ao ser
humano.
O coro deve ser oportunizado a todos os alunos. O professor
verifica os que têm vozes mais claras, agudas,
daqueles que tem a voz mais opaca, mais grave.
Se houver algum aluno com problema de desafinação,
a melhor conduta é colocá-lo ao lado de
um colega seguro, afinado; o bom exemplo é a
melhor maneira de se conseguir um resultado mais efetivo.
Existem escolas que selecionam o coral representativo
da escola, com as melhores vozes e trabalham outros
grupos, sempre procurando desenvolver a qualidade vocal
dos participantes.
A idade é um fator importante na seleção
do coral e a co-participação responsável
dos pais também é um fator que viabiliza
o bom funcionamento do grupo.
Requisitos
para se cantar bem:
A
respiração e a postura têm
um real valor para a emissão correta da voz.
Respeitar a voz da criança a sua potencialidade
e suas limitações é dever do regente;a
preservação de uma bonita sonoridade depende
disto.
Deve-se
cantar suave, respiração natural,
sem nenhum tipo de esforço.
Mesmo os exercícios realizados para aquecimento,
relaxamento etc, devem ser feitos de forma lúdica,
dinâmica e sempre musical.
Alguns dizem que a voz é o retrato da nossa vida
emocional e por isso deve ser muito bem cuidada.
Cuidados
imprescindíveis com a voz:
•
Respiração natural
• Postura correta
• Registro apropriado
• Volume moderado
• Clareza no texto
O
mau uso da voz pode acarretar calos nas pregas vocais,cansaço,
rouquidão, pigarros, voz anasalada, voz estridente.
Água gelada, ar condicionado, falar muito alto,
fumo, álcool, são elementos prejudiciais
á voz.
Para emitir corretamente o som, deve-se abrir bem
o palato, e cantar com a boca em posição
vertical.
O regente também deve observar as características
comportamentais dos alunos, como timidez, insegurança,
falta de energia, desconcentração, fatores
que contribuem para uma participação incorreta.
Devemos lutar para que na escola, o coral não
seja apenas uma atividade marginal, secundária,,
“tapa buraco” do horário geral, ou
somente um momento de recreação.
Cantar
num coral é muito mais que isso!
O coral é um ótimo momento para trabalharmos
nossas crianças e jovens, em sua totalidade,
despertando o seu elã, a sua sensibilidade,a
sua alegria no fazer música!
Concluindo estas anotações gostaria de
deixar registrado um pequeno texto de uma apostila da
professora Luiza de Teodoro (professora de História
da Universidade Federal do Ceará).
“O coral é a experimentação,
a vivência da vida social; é tirar de si
o melhor e aceitar compartilhá-la com os outros,
na generosidade anônima de ser mais uma voz. É
aprender que sempre se pode fazer melhor o que se faz.
É surpreender-se agradavelmente com o poder de
produzir o Belo, de contribuir para o crescimento do
grupo, de alegrar a sua própria vida e a vida
dos ouvintes”
Carmen
Mettig Rocha
(Setembro
de 2003)
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